De pai para filho; algumas empresas da CEAGESP são administradas pela família

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Na maior Companhia de Abastecimento de alimentos da América Latina e o terceiro maior do mundo, a CEAGESP, se concentram mais de 3 mil empresas em um espaço amplo de aproximadamente 700 mil metros quadrados. Nesse local, fundado em 1969, muitos empreendimentos vieram do Mercado Cantareira e outros surgirão ali mesmo no Entreposto paulista. A verdade é que ao longo do tempo, boa parte dos proprietários dos comércios está em na segunda geração e se preparando para a terceira. Isso, porque, muitos estabelecimentos são administrados em âmbito familiar.

É o caso, por exemplo, da Ramirez Agrícola. Iniciado pelo senhor Marcelino Vila Ramirez e continuado pelo saudoso Walter Pires Vila, que faleceu no ano passado, hoje, o comércio é administrado pela Lídia Pires Vila e Lígia Pinha Vila Tavares, as duas são mãe e filha, respectivamente. “Eu vim para ajudá-lo, pois, ele estava precisando de alguém. Eu tinha saído de um emprego e aí ele me convidou para trabalhar com ele, até arrumar outra pessoa, e fiquei até então. Fiz alguns cursos depois do falecimento do meu tio, mas, muitas das coisas eu aprendi foi através dele”, explica uma das proprietárias, Lígia Tavares.

Já na empresa Joraik Frutas, através do saudoso Reginaldo José Haiek e seu irmão Jamil José Haiek, filhos do fundador, o empreendimento começou as atividades, em 1988, na CEAGESP. Reginaldo Haiek administrou de perto o empreendimento. O que ele aprendeu com o pai, transmitiu para o seu filho, Carlos Eduardo Haiek que, hoje, na terceira geração, é um dos sócios proprietários, junto com o seu primo Sérgio Haiek. “Eu tive um excelente professor. Ele se dedicou há mais de 40 anos nesse trabalho, Então ele adquiriu uma bagagem e se transformou em um mestre nesse segmento para saber como lidar melhor com o produtor”, relembra Carlos Eduardo.

Mas é preciso tomar alguns cuidados, quando a empresa é administrada por este regime de trabalho. “Em uma empresa de controle familiar, há naturalmente a mistura das relações empresariais e familiares. Sendo que Muitas pessoas são mantidas ou assumem cargos na empresa, mas o dono acaba puxando tudo para si. Lembrando que Não é porque a empresa deu certo nos últimos 40 anos que agora terá sucesso por mais 40 anos” é o que afirma Marcelo Marinho Aidar, coordenador adjunto do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (GVcenn) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).

 

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