Logística ainda é ineficiente no transporte de grãos

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Há um problema muito grande enfrentado para transportar os grãos. Sendo que em 2013, houve um colapso por causa da alta demanda de caminhões no Portuário de Santos. Filas extensas com mais de 65 km de veículos aguardando para descarregar a colheita. Para que isso não acontecesse novamente, algumas medidas foram tomadas. 

“O porto teve que saber atender as necessidades das demandas. Começou-se com o modelo de agendamento dos caminhões, com horários, com janelas que foram criadas, para que fosse realmente ordenada à chegada desses caminhões ao Porto de Santos. Toda carga que vier para o Porto de Santos tem que ser agendada”, diz Cleveland Sampaio Lofrano, diretor da CODESP – Companhia Docas do Estado de SP.

Na época, então o diretor-presidente da CODESP, Sérgio Coelho, ressaltou sobre a situação saturada que o Porto se encontra. “A capacidade mais do que duplicou nos últimos dez anos, mas as redes de acesso ferroviária, rodoviária e fluvial estão saturadas. O Brasil, em geral, pode armazenar por volta de 60% de sua colheita na área de produção. Os Estados Unidos têm uma capacidade de 130%, o que significa que podem armazenar nas regiões de produção toda a colheita mais 30% da próxima”, disse Sérgio Coelho.

Segundo o comunicado à imprensa sobre o Panorama do Porto de Santos, sem registro de congestionamentos durante três anos seguidos, a partir da implantação do sistema de agendamento de chegada de cargas ao Porto, a Diretoria de Operações Logísticas (Dilog) da Codesp vem trabalhando para intensificar a melhoria da logística dos vários modais dentro do complexo portuário. O sistema Portolog permite o acompanhamento dos caminhões de carga desde sua origem até a chegada ao Porto de Santos, foi liberado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Funcionando em teste desde o final de 2014 entrou em operação em 2016. Ele vai substituir o Sistema de Gerenciamento de Tráfego de Caminhões (SGTC) da Codesp, que faz o agendamento, mas não acompanha a chegada dos caminhões. Neste início de implantação, o sistema Portolog controla apenas os caminhões de granéis sólidos de origem vegetal. No entanto, o projeto objetiva o agendamento de caminhões transportando outros tipos de carga, a exemplo de granéis líquidos e contêineres. A obrigatoriedade somente para o granel vegetal deve-se ao Plano Safra 2017, para escoamento, a partir do início deste ano, da soja, milho e açúcar destinados à exportação. 

Com isso, será possível saber, com maior antecedência e de forma automática, quantos caminhões irão acessar o porto nos dias seguintes. Isto permite planejar o tráfego na área portuária e tomar medidas preparatórias em situações de pico ou de contingência, bastante comuns em época de escoamento de safra. Não conseguindo transportar a mercadoria, muitos produtores são obrigados a estocarem a safra a céu aberto por não ter outra opção. E isso pode afetar o preço de comercialização, já que o produtor nessa situação precisa vender a qualquer custo. “Se tivesse um armazém, o produtor seria mais dono do seu negócio, e não precisaria sair correndo para vender produto pelo preço do dia”, é o que explana Frederico Azevedo, gerente de política agrícola da Aprosoja.

 

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