O Brasil produz por ano, algo em torno de 158 mil toneladas de caqui em uma área de 7,5 mil hectares, segundo o relatório da (FAO) - Food Agricultural Organization. O caqui, que é uma fruta, está presente em oito estados brasileiros, a cultura está mais desenvolvida nas regiões Sul e Sudeste. A cidade de Mogi das Cruzes produz por ano 60 mil toneladas de caqui, volume que representa 55% do que é colhido no Estado de São Paulo e 30% da produção nacional. O município de Piedade, na região de Sorocaba, é um dos maiores produtores do tipo Fuyu do Estado de São Paulo. 

João Clodoaldo é proprietário há 15 anos da empresa que leva o mesmo nome João Clodoaldo Hortifrúti e também da BKF Comércio Hortifrúti. Ambas ficam localizadas no pavilhão MFE-C,Box 12 a 14, na CEAGESP. Porém, ser empresário de dois comércios, não foi algo fácil e nem tão pouco herdado da família. Tudo começou já dentro do Entreposto, exercendo a função de entregar os produtos no mercado atacadista. O espírito de empreendedor foi algo natural e de forma empírica que Clodoaldo percebeu que poderia arriscar um pouco mais na profissão. 

Os consumidores brasileiros estão cada vez mais exigentes para saber da procedência daquilo que está sendo adquirido. Além de como isso pode afetar diretamente à saúde de quem consome.  Depois do escândalo que vem sendo investigado pela Polícia Federal envolvendo profissionais do Ministro da Agricultura, batizado como “Operação Carne Fraca”, a população fica desnorteada agora na hora de ir ao supermercado, ainda mais por causas de marcas conhecidas estarem envolvidas. “Jamais poderia imaginar algo como isso, não sei mais no que posso confiar agora para trazer para dentro de casa” disse a dona de casa Estela Soares. 

Infelizmente, o Brasil é um dos países que mais desperdiça alimentos do mundo. Segundo uma pesquisa internacional realizada pela World Resources Institute (WRI), anualmente, são  mais de 40 mil toneladas de alimentos jogados fora. “O Brasil está entre os dez principais países que mais perdem e desperdiçam alimento. Estamos falando da cadeia de perda e de desperdício. Perda que tem a ver com a colheita, a pós-colheita, com a distribuição e o desperdício que já vem no final da cadeia, que é no varejo, no supermercado e com o hábito do consumidor”, disse Viviane Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas do World Resources Institute (WRI) Brasil.

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