Espanha: um país modelo no agronegócio

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A Espanha fica localizada, na Península Ibérica, e faz fronteira com a França e Portugal. Com 505.944 km2 de extensão, é a segunda maior da Europa tendo uma população de aproximadamente 47 milhões. O país possui a quarta economia da União Europeia (UE), depois da saída da Inglaterra neste ano, e a 13º do mundo.

De acordo com o Índice de Complexidade Econômico (ICE), em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) espanhol foi de US$ 1,23 trilhão. Sendo que a contribuição da agricultura para o PIB representou algo próximo de 2,5%.

Outro detalhe é que o emprego no campo, neste mesmo período, foi de 4%. Fazendo uma analogia com o cenário nacional, o Brasil acumulou um PIB de US$ 1,79 trilhão, no ano passado. Tendo o PIB do agronegócio com 23% de participação.

O país espanhol possui uma extensão agrícola de 25 milhões de hectares. Segundo o levantamento realizado pela Eurostat – órgão europeu que realiza estatística da Comissão Europeia - com essa dimensão, ela ocupa a segunda colocação, ficando atrás apenas da França, com os 27 milhões há. Sendo assim, um dos principais produtores de frutas e hortaliças do velho continente.

Como no caso da beterraba, tomate, azeitona, frutas cítricas e uvas que são alguns dos alimentos mais produzidos. De acordo com o último Anuário de Estatística do Ministério da Agricultura e Pesca, Alimentação e Meio Ambiente da Espanha (MAPAMA), em 2015, foram produzidos mais de 14,7 milhões de toneladas, somente de verduras e legumes. Enquanto frutas, neste mesmo ano, tiveram um registro de 10,4 milhões de t. 

A pesca, por seu lado, ocupa um papel igualmente destacado no setor primário, já que o país está entre os 10 primeiros em valor comercializado de produtos pesqueiros no comércio internacional. Isso porque é beneficiado com uma costa marítima de 4.964 km. No relatório da Eurostat, a Espanha, em 2013, capturou 904.126 toneladas de peixes, o que a colocou em 3º lugar no ranking da UE, encabeçado pela Noruega e Islândia, respectivamente.

Sem contar que o país também é um dos maiores consumidores de pescado do mundo. Segundo a FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o consumo espanhol é de 42,4 kg de pescado per capita. Enquanto, no Brasil chega a ser inferior a 10,6 kg per capita, bem abaixo do recomendado pela OMS - Organização Mundial de Saúde.

Em relação ao turismo, o país possui como atrações gastronômicas dois principais mercados: o de San Miguel, em Madrid e La Boqueria, em Barcelona, que seriam como o Mercadão Municipal da Lapa, região Oeste de São Paulo. A culinária espanhola é bem rica e variada por ser mediterrânea, ou seja, à base de muito azeite; peixes; frutos do mar; frutas frescas e secas; hortaliças; oleaginosas; e legumes são alguns dos exemplos. Tanto que em 2010, foi declarada como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. 

A Espanha também é um exemplo de consumo de brócolis para outros países. Em sete anos, o país conseguiu aumentar o consumo anual para 1,5 kg por pessoa. Os dados foram demostrados na 5ª edição da Broccoli Consumption Conference – Conferência Internacional de Consumo de Brócolis –, idealizado pelo Grupo Sakata, multinacional japonesa de sementes de hortaliças e flores, presente no mundo todo.

Na palestra “Espanha: um case de sucesso”, apresentado por Javier Bernabéu, Secretário Geral da “Associação para a Promoção do Consumo de Brócolis” no país, que abordou o case de sucesso do projeto +Brócoli, responsável por incentivar um maior consumo de brócolis pela população espanhola e divulgar os benefícios nutricionais desta hortaliça. O Jornal Entreposto esteve no evento, em São Paulo.

 

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