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Base universal de substrato: uma opção para a produção sustentável de FFLV no Brasil

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Em todas as agendas de produtores, varejo e fornecedores de insumos para a produção agrícola a palavra sustentabilidade aparece em destaque. Existe, hoje, uma real demanda pela sociedade em oferecer produtos com uma imagem de segurança alimentar e de responsabilidade ambiental como nunca tivemos antes.

Ainda que para a maioria dos consumidores a definição do termo sustentabilidade seja confusa ou distorcida por campanhas de marketing, precisamos pensar em termos de sustentabilidade não somente ambiental, mas também social e, sobretudo, econômica!

Segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, unir desenvolvimento econômico e conservação ambiental é praticar o desenvolvimento sustentável, ou seja, suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer as necessidades das gerações futuras. Os americanos chamam Sustainability, os franceses de Dévélopment Durable.

Em ambos, a noção de “desenvolvimento” faz parte da definição de sustentabilidade. Ou seja, o uso de técnicas que permitam o aprimoramento da produção, da produtividade e da qualidade, levando em conta os fatores de mitigação ambiental e social, além do desenvolvimento econômico de toda a cadeia.

No Brasil, o termo é utilizado com frequência para dar uma imagem bucólica ou romântica da produção, sobretudo no que se refere o agronegócio.Mas para os produtores, a demanda do mercado por sustentabilidade se traduz pelos investimentos necessários, sejam as certificações, análises de laboratórios, laudos, treinamentos, equipamentos, rastreabilidade e a contratação de consultores e/ou mão de obra especializada.

Estes investimentos não deixam de ser importantes, mas podem descapitalizar o produtor rapidamente sem trazer um retorno imediato. Outras vezes, o termo sustentabilidade é utilizado por produtores e/ou comercializadores como simples ferramenta de marketing sem, necessariamente, ter um conteúdo concreto mensurável e com o único intuito de seduzir um consumidor desavisado.

As famosas apelações “sem agrotóxico”, “ecológico”, “sem resíduos”, “natural”, entre outras, equivocam ainda mais o consumidor urbano que vive longe do dia a dia do produtor rural.

O INSUSTENTÁVEL CUSTO DAS FLORES, FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS (FFLV)

O setor do FFLV representa uma parte importante do PIB brasileiro e emprega milhares de pessoas distribuídas em todo o território nacional. No entanto, salvo exceções, produtos no Brasil são caros e de baixa qualidade quando comparados com os de países desenvolvidos. O baixo consumo médio per capita de FFLV (a metade do que consome um americano) comprova esta realidade, onde o acesso ao FFLV de qualidade é “insustentável” para o bolso da maioria dos consumidores.

O tomate, ora vilão ora herói da inflação nacional, é o maior exemplo desta realidade. Um tomate de qualidade pode ser vendido nas redes de varejo a mais de R$ 10,00/kg e, caso seja certificado orgânico, os valores podem, facilmente, dobrar. O brasileiro consome em média a metade de hortaliças de um norte americano, a terça parte de um europeu e um quarto de um asiático.

Apresentar soluções para quebrar o paradigma da insustentabilidade dos alimentos de qualidade, em especial, a dos FFLV, é uma responsabilidade de todos os elos da cadeia – do produtor ao varejo passando pelos fabricantes de insumos e equipamentos.

SOLUÇÕES DE CULTIVO DE FFLV SUSTENTÁVEIS

O cultivo de FFLV em estufas agrícolas é uma das soluções mais modernas e seguras em termos de produção sustentável, pois reúne alta produtividade e baixo impacto ambiental. O aumento da produtividade de até 10 vezes comparado com o campo aberto e a redução do consumo de água, insumos e defensivos fazem desta tecnologia a solução para o futuro da agricultura, inclusive a agricultura urbana, seja convencional ou orgânica.

Para que estes resultados sejam alcançados é necessário um investimento em tecnologias de estruturas agrícolas adequadas dotadas de sistemas de controle de clima, de irrigação e de nutrição, além de um manejo rigoroso.

Nos sistemas hidropônicos as plantas são cultivadas em sistemas fechados, onde se reduz a perda de água e de fertilizantes (lixiviação e volatização), evitando assim a salinização dos solos e a contaminação dos lençóis freáticos.

A BASE UNIVERSAL PARA SUBSTRATO (BUS)

Em 2017, a empresa Termotécnica, líder nacional na fabricação de embalagens e outros materiais em EPS (isopor®) lançou no mercado a Base Universal para Substrato (BUS), uma nova solução para produtores de FFLV que visa contribuir para a sustentabilidade do agronegócio.

A BUS é na verdade uma peça moldada em EPS de alta densidade que pode ser utilizada como suporte para vasos, slabs e substrato a granel para a produção hidropônica. A BUS é modular, de fácil montagem e possui um sistema de coleta de solução drenada integrada.

Com a BUS, a produção de morango em estufas, por exemplo, pode ser feita facilmente em bancadas elevadas, que melhoram a ergonomia para os trabalhadores e a qualidade das frutas, pois não ficam em contato com o solo. Além disso, a recuperação da solução nutritiva permite uma economia de fertilizantes e uma redução da umidade do solo que se traduz por menos “capinas” e menor incidência de doenças. Uma verdadeira revolução em comparação ao cultivo tradicional em campo aberto.

Para o agronegócio, a Termotécnica também produz bandejas de mudas, embalagens para frutas e verduras e colmeias para a apicultura. Há mais de 10 anos, a empresa exerce um papel muito importante no esclarecimento, estímulo e reciclagem do isopor®. Por meio do Programa Reciclar EPS, a Termotécnica já deu um destino correto a mais de 35 mil toneladas pós-consumo de EPS.

Representativo, esse número equivale a 1/3 de todo o isopor® que foi reciclado no Brasil desde 2007. O Reciclar EPS gera cerca de 100 empregos diretos, conta com mais de 1,2 mil Pontos de Coleta e 300 cooperativas de reciclagem parceiras, o que impacta diretamente mais de 5 mil famílias.

Aqueles que tiverem interesse em ver na prática o uso da BUS na produção de tomates, pimentões e morangos, podem visitar Centro de Treinamento e Tecnologia Projeto HORTICUNHA (www.facebook.com/eacea) em Cunha SP (distante 40 km de Aparecida), onde a empresa EACEA, em parceria com a Termotécnica, desenvolve atividade de formação e treinamento em cultivo protegido convencional e orgânico utilizando as mais modernas técnicas de cultivo em ambiente controlado.

Andrés da Silva, Eng. Agrícola, é consultor da Termotécnica

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