Entreposto - Ceagesp, Ceasa - Instituições financeiras cada vez mais próximas do agronegócio

Instituições financeiras cada vez mais próximas do agronegócio

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A agricultura nacional de fato vem tendo destaque importante nos últimos anos, principalmente para o PIB brasileiro – Produto Interno Bruto. No ano passado, por exemplo, teve um crescimento de 1%, o que corresponde a R$ 6,6 trilhões. Sendo que um dos responsáveis por este resultado positivo foi o agronegócio.

"Em tese, o crescimento seria de 0,3%, sem o agronegócio. Mas temos que lembrar que a agropecuária tem influência em todos os outros setores", ressalta a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis.

O agricultor, hoje, tem diversas maneiras de investir na produção, e uma delas é através do crédito rural. Em junho, deste ano, o Governo Federal anunciou a liberação de 194,37 bilhões do Plano Safra 2018/2019. Valor bem acima do último liberado que foi de R$ 188,4 bilhões.

A contratação do crédito rural por médios e grandes produtores rurais atingiu R$ 131,6 bilhões, em onze meses, de julho do ano passado a maio deste ano. O montante equivale aproximadamente ao total do volume contratado em toda a safra 2016/17.

Os dados constam do Relatório de Financiamento Agropecuário de liberação de recursos da atual safra. A finalidade de custeio é a de maior destaque. Alcançou, no período, R$ 72,2 bilhões (aumento de 2% no valor das contratações), com aumento do valor médio das operações de custeio, ou seja, operações com valores maiores.

As finalidades de industrialização e de comercialização tiveram incrementos percentuais semelhantes, na faixa de 35%. O investimento também apresentou variação positiva de 28,6% em relação ao mesmo período da safra passada, sendo a segunda finalidade a demandar maior volume de recursos, com R$ 27,2 bilhões.

As operações de investimento representaram 20,6% das contratações do período, sendo que os programas de investimento específicos participaram com mais da metade do total (55,5%) e tiveram desempenho superior em 15,1% comparativamente à safra passada.

A questão é que os bancos privados também querem uma participação maior para o setor agrícola. Segundo o presidente do Santander, Sérgio Rial, isso traria um nivelamento de preços, taxas de juros e propostas mais atrativas ao produtor.

A tendência é que aos poucos, as instituições financeiras consigam avançar cada vez mais, obtendo parcelas maiores nesse segmento privado. “Já existe um crédito comercial grande no Brasil e isso vai continuar.

Mas o que vamos passar a ver mais são operações estruturadas, como CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) ou até mesmo bancos comprando carteiras de crédito de empresas”, explica Fernando Pimentel, sócio-diretor de consultoria da Agrosecurity.

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