Entreposto - Ceagesp, Ceasa - Pescado: Análise do 1º semestre de 2018

Pescado: Análise do 1º semestre de 2018

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O primeiro semestre de 2018 foi um período atribulado para o setor de pescado. O ano iniciou com uma excelente demanda, muito em virtude de a Páscoa ter ocorrido no dia 1º de Abril, fazendo com que a Quaresma e Semana Santa recaíssem em Março.

Contudo, a greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e a valorização do dólar perante o real foram fatores que impactaram os negócios, uma vez que grande parte do pescado comercializado no Brasil vem de outros países. Houve assim uma redução das margens de lucro e reflexos em toda a cadeia.

No final de 2017 houve a liberação judicial para importação de camarão equatoriano, fato este que fez com que o preço do referido produto sofresse uma redução no mercado interno, possibilitando ainda uma maior concorrência e competitividade no setor.

Contudo, recentemente, o Poder Judiciário novamente suspendeu a importação deste produto do Equador interrompendo um comércio benéfico para os consumidores, podendo acarretar novas altas de preço no mercado interno.

Cumpre mencionar que o camarão equatoriano teve o seu ingresso aprovado pelo Ministério da Agricultura (MAPA) e, durante o período de comercialização, não houve qualquer relato questionando a qualidade dos produtos.

No tocante às mudanças identificadas nos últimos 6 meses, destaca-se a publicação da Portaria MAPA nº 562, de 11 de abril de 2018, que aprovou o novo Regimento Interno da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/MAPA). Dentre as alterações anunciadas, evidencia-se a fiscalização por Regiões e não mais por Estados e Distrito Federal.

Houve a criação de 7 Serviços de Gestão Regional do Vigiagro (SGRV) e 10 Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA). Dessa maneira, notam-se relevantes modificações na estrutura de trabalho da SDA/MAPA, que poderão ser melhor avaliadas nos próximos meses.

As importações de pescado, segundo dados do Comex Stat/MDIC, de janeiro a junho de 2018 totalizaram 176.402 toneladas, com destaque para produtos do Chile (43.743 tons), Marrocos (26.931 tons), China (22.043 tons), Omã (16.713 tons), Vietnã (16.198 tons) e Argentina (15.799 tons).

Os principais peixes importados foram: Salmão, Sardinha, Panga, Merluza e Polaca do Alasca.

À luz do exposto, o primeiro semestre deste ano trouxe mudanças e situações que exigiram do setor decisões estratégicas para a atenuação das perdas, por vezes irreparáveis.

Espera-se um segundo semestre mais estável e com maiores possibilidades de crescimento, com vistas a uma reta ascendente de recuperação da economia e melhoria dos índices do País.

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