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Brasil, Argentina e Uruguai discutem estratégia para setor aeroagrícola

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A frota brasileira de aviação agrícola é a segunda maior do mundo, com 2.115 aeronaves (2.108 aviões e sete helicópteros), de acordo com o estudo concluído pelo engenheiro agrônomo e consultor do Sindag, Eduardo Cordeiro de Araújo. Ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem 3,6 mil aeronaves agrícolas, segundo Agência Federal de Aviação Americana (FAA, na sigla em inglês).

Outras duas potências continentais, o México conta com cerca de 2 mil aviões e helicópteros agrícolas e a Argentina tem em torno de 1,2 mil aeronaves atuando no setor.
Os dados ainda apontam um crescimento de 1,5% (32 aeronaves) na frota aeroagrícola do Brasil, em 2017. O que representa ainda um acumulado de 46,2% nos últimos 10 anos.

No ranking com 22 Estados, o Mato Grosso continua liderando, com 464 aeronaves registradas, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 427 aviões, e tendo São Paulo em terceiro, com 312 aeronaves.

Representantes das três principais entidades aeroagrícolas do Mercosul: Sindag, Federação Argentina de Câmaras Agro Aéreas (Fearca) e a Associação Nacional de Empresas Privadas Aeroagrícolas do Uruguai (Anepa) devem se encontrar, no mês de outubro para traçar um planejamento estratégico para o setor no continente.

Esse foi um dos resultados da reunião do Comitê Executivo Aeroagrícola Privado do Mercosul e Latino-Americano, ocorrido recentemente, no mês de julho, na Argentina. O encontro aconteceu no dia 24 de julho, no último dia do 27º Congresso Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola, na cidade de Villa Maria, província de Córdoba.

A discussão girou principalmente na busca de estratégias para estreitar as relações ente o setor, tendo em vista o preconceito gerado a partir de estereótipos contra o próprio agronegócio.
Tanto nos países vizinhos quanto no Brasil, os empresários da aviação agrícola, junto com pilotos, pesquisadores e outros profissionais do setor têm trabalhado em difundir a importância da ferramenta para a economia e a sustentabilidade ambiental das lavouras, além de aperfeiçoar o público interno nas boas práticas operacionais. Porém, a perspectiva agora é unir experiências e desenhar estratégias comuns.

No caso do Congresso Mercosul e Latino-Americano, a cada ano ele é organizado por uma das três principais entidades do bloco. No ano que vem estará a cargo da Anepa (Uruguai).Além da pulverização de produtos químicos ou biológicos, a aviação também é usada na aplicação de fertilizantes, semeadura e até no combate a incêndios florestais.

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