Entreposto - Ceagesp, Ceasa - Mulheres são destaques no agronegócio

Mulheres são destaques no agronegócio

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Segundo os dados do último senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje as mulheres do campo são responsáveis por quase metade da renda familiar (42,4%), valor superior ao das que vivem nas cidades (40,7%). Em 2000, por exemplo, ainda de acordo com o IBGE, as mulheres chefiavam 24,9% dos 44,8 milhões de domicílios particulares. Dez anos depois, essa proporção cresceu para 38,7% dos 57,3 milhões de domicílios.

Resultado esse que vem ao longo do tempo mostrando que as mulheres estão conseguindo cada vez mais espaço no agronegócio. Com um currículo respeitado, diplomas nas principais instituições de agronomia do Brasil e dos Estados Unidos, a atual diretora da Rabobank, Fabiana Alves é um exemplo de sucesso.

“Embora nunca tenha sido vítima de discriminação por gênero, reconheço que é uma exceção no meio rural. Nenhuma mulher deve se sentir intimidada a buscar a sua carreira no agronegócio por ser mulher. Os preconceitos não devem ser uma barreira para buscar seus objetivos”, é o que afirma Fabiana Alves.

No maior mercado atacadista da América Latina e o terceiro maior do mundo, a Ceagesp, são mais de 3 mil empresas e por dia mais 50 mil pessoas passam na Central de Abastecimento de São Paulo. Para quem teve a oportunidade de conhecer, sabe que o mercado é uma área completamente dominada pelos homens. Entretanto, as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço, em diversas áreas, seja nas vendas ou na administração.

É o caso, por exemplo, da Ramirez Agrícola. Iniciado pelo senhor Marcelino Vila Ramirez e continuado pelo saudoso Walter Pires Vila. Hoje, o comércio é administrado pela Lídia Pires Vila e Lígia Pires Vila Tavares, as duas são mãe e filha, respectivamente.

“Eu vim para ajudá-lo, pois, ele estava precisando de alguém. Eu tinha saído de um emprego e aí ele me convidou para trabalhar com ele, até arrumar outra pessoa, e fiquei até então. Fiz alguns cursos depois do falecimento do meu tio, mas, muitas das coisas eu aprendi foi através dele”, explica uma das proprietárias, Lígia Tavares.

O fato de continuar no empreendimento da família não, necessariamente, significa uma vida fácil ou que possui algum tipo de privilégio. É preciso dedicação, sem contar que a rotina dentro da CEAGESP é bem puxada, exigindo demais de cada profissional. “Eu estou aqui de segunda a sábado, a partir das 5 horas da manhã. Fico por volta das 4 horas da tarde, mas se precisar ficar a mais, eu fico,” menciona Lígia Tavares, que é formada em Marketing pela Universidade Paulista - UNIP.

A empresa de hortifrúti Ramirez Agrícola está há mais de 60 anos em atividade, desde 1956, tendo suas origens no Mercado da Cantareira. Já no Entreposto paulistano, o empreendimento está desde o início, em um espaço amplo e arejado do pavilhão MFE-B, box 245 a 249. 

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