Entreposto - Ceagesp, Ceasa - "Nossos Hermanos" ocupam o primeiro lugar do ranking dos produtos importados na Ceagesp
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"Nossos Hermanos" ocupam o primeiro lugar do ranking dos produtos importados na Ceagesp

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A Argentina é o país que mais encaminha produtos importados para a maior Central de abastecimento da América Latina, a Ceagesp. De acordo com o departamento da Sedes – Seção de Economia e Desenvolvimento da Ceagesp, somente no ano passado, foram comercializados mais de 43,7 mil toneladas de alimentos argentinos.

Isso representa cerca de 16% dos produtos importados e durante o período, movimentou, financeiramente, mais de 190 milhões de reais, no Entreposto paulistano. Em 2017, o balanço obtido foi bem semelhante com os 43,3 mil t.

Entretanto, apesar de tudo isso, o número de vendas em toneladas, ficou um pouco abaixo, em relação ao ano de 2016, uma redução de 26%, com 58 mil t de produtos argentinos que foram vendidos, nesse período. Vale ressaltar que com o aumento disparado da moeda americana, em 2018, fez com que a comercialização, desse setor, sofresse um grande impacto, principalmente, em relação aos preços.

“O dólar impacta diretamente os preços dos alimentos in natura, tanto nacionais como os importados. Os produtos nacionais apresentam elevação dos custos de produção, uma vez que os preços dos principais insumos (adubos, fertilizantes e etc) estão atrelados à moeda estrangeira. O dólar também impacta nos preços dos combustíveis e, portanto, no frete, além de refletir nos níveis inflacionais. As maiores elevações, no entanto, ocorrem com os produtos importados que sofrem, diretamente, com as oscilações cambiais”, é o que explica o economista da Sedes, Flávio Godas.

O ano passado, praticamente, foi muito complicado para as vendas na Ceagesp, em geral. Além da greve dos caminhoneiros, que ocasionaram no entrave de muitas mercadorias que não conseguissem chegar ao Entreposto paulistano, o dólar fez com que diminuíssem, drasticamente, as vendas dos produtos importados.

“Aqui os produtos todos subiram de preço por causa da alta do dólar. Isso refletiu nas vendas que caíram pela metade”, é o que relata o proprietário Nilton da empresa La Luna.

Depois do país vizinho, logo em seguida, Chile e Espanha são os países que mais exportam produtos para a Ceagesp. Ambos têm uma participação significante, com 29 mil t e 24 mil t, respectivamente. No total são 19 países espalhados pela América, Europa e Ásia que chegam a enviar mercadorias ao Entreposto da capital.

Por ano, são movimentadas mais de 265 mil toneladas de produtos importados. A fruta, que vem da Argentina, é o item mais comercializado, ficando com a pera williams, na primeira colocação. No ano passado, foram 17 mil t dessa pera, enquanto, em 2017, mais de 18 mil t foram vendidas. Ela possui o tamanho médio a grande e a casca é verde, passando a amarelo, quando amadurece. Tendo a polpa é doce e mole.

Outros produtos que ocupam posições de destaques: maçã Red Delicious (3,8 mil t); kiwi (647 t);e ameixa (594 t No caso da pera D’Anjou, por exemplo, a Argentina representa mais de 60%. A empresa Difar, que está há mais de 20 anos comercializando produtos nacionais e importados na Ceasa da capital, em 2017, adquiriu um caminhão novo para atender a logística que envolve o trecho Brasil-Chile-Argentina.

“Daqui para lá, é sempre Brasil e Chile e na volta, você pode abastecer tanto no Chile quanto na Argentina. É uma questão de logística nossa, ou seja, de buscar frutas da gente também”, é o que explica o proprietário Antônio Donizete José, mais conhecido por “Toninho”. E não somente as frutas que são vendidas na Ceagesp. São diversas empresas localizadas no Entreposto da capital que atuam com bastantes variedades de produtos importados.

A empresa cerealista Samar, que está no Pavilhão AMG - Box 11,12,13, comercializa, além de produtos nacionais, cebola e o alho vindos diretamente da Argentina. “Só quando a produção está bem escassa, quando o mercado está desabastecido com a cebola nacional é que a gente procura pela cebola argentina. O mês de dezembro é um período que já tem”, é o que explica Jorge Sousa de Andrade, vendedor da empresa. O pescado argentino, também, é outro setor que movimenta bastante no Entreposto.

A merluza, praticamente, é o terceiro peixe mais importado, ficando atrás apenas do salmão e o bacalhau. No ano passado, mais de 363 t deste pescado foram comercializados. Já em 2017, o resultado foi um pouco melhor, com 454 t. A parceria comercial entre Brasil e Argentina é muito benéfica para a Central de abastecimento. Em agosto, do ano passado, uma comitiva da Argentina veio para conhecer a Ceasa de São Paulo.

Produtores de frutas, tomate, batata e flores da Província de Buenos Aires realizaram uma visita técnica. O Jornal Entreposto chegou a conversar com os visitantes. Sendo que o principal motivo foi para consolidar os contatos para futuras parcerias comerciais. Já em novembro, do mesmo ano, o diretor-presidente da Ceagesp, Johnni Hunter Nogueira, esteve na reunião da Federação Latino-Americana de Mercados de Abastecimento (FLAMA), que aconteceu entre os dias 20 a 24, em Buenos Aires, durante a 2ª Semana da Alimentação e Agricultura ocorrido naquela cidade.

De acordo com o comunicado oficial da Ceagesp, O Fórum internacional foi importante para a troca de experiências, o diálogo, aprendizagem e acordos de construção entre as várias partes interessadas para a construção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, no mundo rural e no setor agroalimentar.

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