Entreposto - Ceagesp, Ceasa - O Sol Nasce Para Todos!
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O Sol Nasce Para Todos!

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Quando ouvimos esta expressão, não imaginamos quão verdadeira ela é ...

E mesmo como funciona esse milagre da vida ligado a fotossíntese, onde mais e mais possibilidades  de vida acontecem onde  nem imaginamos que existiriam!

Na última edição do Jornal do Entreposto, falamos sobre a fotossíntese. Ela acontece nas folhas verdes das plantas, onde a água e CO2 são transformados, capturando-se a energia do sol e convertendo tudo isso em açúcares simples, que se transformarão em  uma grande diversidade de outros compostos de carbono, e que irão gerar as frutas, legumes,  sementes e grãos  que consumimos.

É também neste ponto que se inicia a chamada cascata biológica, onde os açúcares produzidos pelas folhas são liberados (exudados) pelas raizes e vão gerar o crescimento de microorganismos que se beneficiam e interagem com as plantas no solo construindo assim  uma relação benéfica e contínua de formação de vida.

Voltemos a frase acima: “O Sol nasce para todos!”

Muitos fungos, bactérias, e outros microorganismos  só puderam “conhecer” o Sol e sua energia através dos açúcares formados na fotossíntese, que retem em si a energia desta Grande Usina Força.

Podemos até dizer, que se não fossem as plantas pra  “modular” - ajudar a  conduzir esta energia do Sol na forma como estes microoganismos necessitam, eles fatalmente morreriam se fossem expostos diretamente a ele, mas  agora com o Sol “empacotado” na forma de açúcares, ele se faz presente mesmo na mais profunda escuridão existente abaixo da terra.

Suzanne Simard, doutora em Ecologia Florestal pesquisadora da Universidade de British Columbia, realizou trabalhos em florestas no Canadá utilizando gás carbônico com presença de carbono radioativo. Neste experimento ela pode observar, através de um medidor de radioatividade, que estes carbonos circulavam de uma árvore para outra, através de uma verdadeira rede de comunicação, um mundo de caminhos biológicos.

As árvores conectam-se entre si através das hifas de fungos, que se interligam com suas raízes e permitem que elas se comuniquem, trocando carbono, água, nitrogênio, hormônios e inúmeras substâncias. Trata-se de um sistema de cooperativo, que permite que as árvores se ajudem mutuamente. Isto faz com que elas  se comportem como se a floresta fosse “um único indivíduo”.

Mais uma vez podemos ver que o uso de fungicidas, herbicidas e  inseticidas nas práticas agrícolas, sem o real entendimento desta cadeia se torna  prejudicial nestas relações que se estabelecem sob nossos pés e acabam influenciando também tudo que está acima do solo, ou seja, nossas vidas.

A medida que esta consciência começa a se fazer presente entre nós produtores, vemos a importância e a nossa responsabilidade em buscar soluções pra produzirmos em equilíbrio com tudo isto, utilizando uma agricultura que seja mais biológica e que privilegie sempre a vida.

Quanto mais estudamos a natureza, percebemos que existe nela uma grande ordenação, e que se buscarmos sempre entender a  razão de como tudo isto funciona, nossa ação no meio ambiente, por lógica, deixará de ser predatória e passará a ser  cooperativa, e agindo assim Seremos – E na verdade já Somos – Uma parte integrante da Natureza.

Talvez na busca do “nosso lugar ao Sol” temos que reconhecer que ele já nasceu pra todos e portanto, é só não atrapalharmos a natureza e aprendermos com a sua perfeição, para assim podermos imitá-la.

Fontes:

 Prof. Dr. José Luiz Moreira Garcia - https://institutodeagriculturabiologica.org

Dr. Christine Jones- http://www.amazingcarbon.com/

Prof.Dra Suzanne Simard – https://www.ted.com/speakers/suzanne_simard

www.acresusa.com

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